Veja como escolher tripas para linguiça artesanal de qualidade

Qualquer chef de cozinha dirá que o sucesso de uma preparação começa na escolha de ingredientes de qualidade, e com a charcutaria não é diferente. Escolher tripas para linguiça é o primeiro passo para a confecção de embutidos de primeira, sendo fundamental saber exatamente o que escolher.

Acompanhe-nos ao longo deste post e conheça quais os principais tipos de tripa, os critérios que se deve considerar na hora da escolha e como garantir a segurança e a qualidade do seu produto.

Os tipos de tripa

Hoje é possível encontrar no mercado quatro principais tipos de tripa para linguiça: as tripas de plástico, as de colágeno, as de celulose e as naturais. Conheça cada uma delas e saiba qual a melhor para as suas preparações:

  • tripa de plástico — mais barata, essa tripa é bastante usada em produtos de frango ou mortadelas de baixa qualidade. Por ser impermeável, dificulta a perda de água, impedindo a defumação do embutido. Deve ser retirada na hora do consumo;
  • tripa de colágenoproduzidas a partir do colágeno retirado de porcos ou do gado, essas tripas possuem alta produtividade industrial, motivo pelo qual são muito comuns no mercado. São mais grossas, apresentando uma textura menos agradável, e por isso costumam ser retiradas pelo consumidor;
  • tripas de celulose — produzidas a partir de fibras vegetais, são usadas principalmente para salsichas e em defumados para lanches. Costumam ser retiradas após o cozimento, resultando em produtos “sem pele”;
  • tripas naturaissão os intestinos do animal (ovino, suíno ou bovino), limpas e sem a gordura e as mucosas. São, de longe, as de melhor qualidade, agregando sabor ao embutido e permitindo que ele “respire” durante o processo de defumação. Além disso, são as que apresentam também melhor estética e textura.

O que levar em conta na hora da escolha

Agora que você já sabe quais os tipos de tripas para linguiça, veja quais critérios levar em conta na hora da compra.

Verifique o selo de inspeção

Qualquer produto de origem animal só pode ser comercializado se tiver recebido o selo de inspeção sanitária, que pode ser municipal (SIM), estadual (SIE) ou federal (SIF). Cada um desses selos determina a comercialização dos produtos em território municipal, estadual ou nacional, respectivamente.

A presença dos selos de inspeção garante a você que a tripa escolhida atende a todos os requisitos fitossanitários estabelecidos pelo governo, confirmando a segurança daquele alimento.

Saiba onde comprar

Infelizmente, ainda existem pessoas que vendem tripas para linguiça sem se preocuparem com a qualidade ou procedência do produto, o que, como vimos, pode colocar em risco a saúde de quem vai consumir o embutido.

Ao escolher um bom fornecedor, você garante a procedência do produto e a consistência na qualidade. Ou seja: você sabe que a tripa apresentará sempre o mesmo padrão de qualidade, evitando surpresas e frustrações.

Priorize a qualidade

É claro que sempre queremos economizar, e um consumidor consciente vai buscar sempre a melhor relação custo-benefício. Entretanto, é preciso ter cuidado para não focar sua atenção excessivamente no preço e deixar a qualidade em segundo plano.

Como comentamos, o sucesso de uma receita depende em grande parte da qualidade dos ingredientes escolhidos, tanto quanto da técnica aplicada. Por isso, ao procurar os melhores preços, não sacrifique a qualidade da tripa: é ela que vai determinar o sucesso do seu embutido.

O mundo da charcutaria é muito rico, e nele sempre é possível encontrar nuances e detalhes que fazem toda a diferença. Com o tempo, você certamente será capaz de escolher as tripas para linguiça de acordo com o resultado final que deseja.

E se você se interessa pela fabricação de linguiças artesanais, capazes de levar a sua assinatura e os sabores exclusivos que só a sua criatividade é capaz de gerar, a Zafe tem todos os materiais e equipamentos necessários para a sua produção. Conheça nossos produtos e entre de cabeça no mundo da charcutaria.

Afinal, o que é charcutaria e quais são as técnicas utilizadas?

Você sabe o que é charcutaria? Sabia que essa técnica, que surgiu com o intuito de conservar as carnes por mais tempo, está presente na sua rotina, trazendo até os dias de hoje tradições e técnicas que remontam ao tempo das grandes navegações ou mesmo antes?

Acompanhe-nos ao longo deste artigo e conheça mais sobre essa arte que atravessa os séculos!

O que é charcutaria?

A palavra charcutaria tem origem no francês charcuterie, que vem da junção de chair (carne) e cuit (cozida), e designa um conjunto de técnicas para prolongar a vida útil das carnes. Muito usados durante séculos, esses métodos permitiram que viajantes europeus, por exemplo, desbravassem os mares nas Grandes Navegações, ou que comerciantes explorassem rotas que iam até o Oriente em busca de seda e especiarias.

As técnicas clássicas de charcutaria envolvem a cura e a desidratação das carnes. Dessa forma, reduz-se a presença de água no alimento, inibindo a ação de bactérias e demais microrganismos nocivos à nossa saúde.

Quais são os processos e técnicas utilizados?

Agora que você já conhece a história por trás da charcutaria, é hora de aprender sobre alguns dos procedimentos usados nessa arte ancestral a fim de garantir a durabilidade dos embutidos e seu sabor característico.

Defumação

Como o nome sugere, a defumação nada mais é que o ato de curar a carne de sua escolha por meio do uso de fumaça. A defumação pode ser quente ou fria, e consiste basicamente em impregnar a carne com a fumaça de uma lenha de sua escolha, dentro de uma espécie de armário ou forno, chamado defumador.

Vale salientar que, na defumação, a escolha da madeira a ser queimada influencia diretamente o resultado final. Com o tempo, você também será capaz de identificar qual a madeira que mais lhe agrada.

Desidratação

Processo básico da charcutaria, a técnica de desidratação pode ser realizada de inúmeras formas: seja pela circulação de ar em temperatura e umidade controladas, seja pela salga ou mesmo pela exposição prolongada ao sol.

Ao reduzir a concentração de água no alimento, a desidratação não apenas inibe a ação de bactérias, como também aumenta a concentração de compostos aromáticos e de sabor, realçando as notas naturais do produto.

Marinada

A marinada nada mais é que deixar a carne que se pretende curar imersa em uma mistura de temperos e especiarias, podendo ser seca ou úmida. Cada casa de charcutaria tem seu próprio mix de temperos, que pode incluir desde o sal até dezenas de especiarias.

Cocção

Sim, seus embutidos também podem passar por processos de cocção. Entretanto, é importante lembrar que essa cocção não é como aquela que fazemos normalmente em casa, que visa deixar o alimento pronto para consumo imediato. Na charcutaria, a cocção dos embutidos acontece de forma controlada e visando resultados bastante específicos.

Como escolher sais e especiarias?

Como você deve ter percebido, sais e especiarias são essenciais na charcutaria, e cada produto tem um efeito diferente no embutido. Ao produzir produtos de cura mais longa, como salame, charque e presunto cru, por exemplo, recomenda-se o sal de cura tipo 2. Já para linguiças frescas e embutidos cozidos, que logo serão consumidos e, portanto, requerem cura mais rápida, o mais indicado é o sal de cura tipo 1.

Definir o que é charcutaria pode até ser simples, mas, como vimos, essa é uma tradição ancestral, com técnicas e métodos que vão se aperfeiçoando ao longo dos séculos. E se você quer saber mais sobre o mundo das carnes e da charcutaria, não pode deixar de conferir nosso post sobre cortes de carne bovina.